de revoada

05.03.2016 – Depois de ler “Costumes em Comum” de E. P. Thompson

 

Há muito tempo, depois de realizar a tradução de Costumes em Comum, obra do historiador  inglês E. P. Thompson sobre os costumes populares na Inglaterra rural do século XVIII, escrevi a seguinte nota sobre o ofício de historiador.

Não há possibilidade de ser absolutamente imparcial no relato da história. Todos, sobretudo os que se julgam objetivos, têm algum grau de miopia, e há os que são definitivamente vesgos. O importante é conhecer o seu grau de desvio para poder usá-lo como ferramenta de controle. Munido desse constante ajuste de lente, importa que o historiador cultive o maior respeito pelo que aconteceu e acontece ao redor de si e de seus centros de informação. Se além de honesto e diligente, o historiador for também brilhante, será então um prazer seguir os movimentos de sua mente iluminando o maior número possível das várias, diversas e, muitas vezes, contraditórias facetas do que observa.

Rosaura Eichenberg

21.01.2014

A Companhia das Letras publicou em 2009 o romance Libertação do escritor húngaro Sándor Márai, tradução de Paulo Schiller. Uma visão do que foi o Natal de 1944 e o Ano Novo de 1945 numa Budapeste cercada pelo exército russo invasor, anunciando a libertação travestida de estupro.
Por sua vez, a editora Frutos, do Rio de Janeiro, publicou Despedir-se e Prosseguir – Relato baseado nos diários de Maria Dobozy, tradução de Maria Luiza Leão, que consiste num documento vivo da história da Hungria, desde o cerco da cidade de Budapeste pelo exército russo até a fuga da autora para o exílio em 1949. O livro pode ser adquirido no site da Editora Frutos – http://www.editorafrutos.com.br

Rosaura Eichenberg

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